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Réveillon em Paris

10 de novembro de 2016 — by Carol Pio Pedro0

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Coluna Dani Maia – DMH Luxury


O Réveillon em Paris é bem diferente do nosso. Aqui na Europa é inverno, com isso o ambiente de festa já fica bem diferente. Atenção para quem vem com espírito daquela festa dos fogos de Copacabana: na França o grande show dos fogos de artificio é na data do 14 de julho. Na noite de Reveillon só há a iluminação normal da Torre Eiffel e alguns pequenos fogos de artifício de festas particulares.

Feriado 14 de julho 2016. 30 Jours à Paris
Feriado 14 de julho 2016 (foto Dani Maia)

Nos Champs-Elysées sempre tem mais animação com um pequeno evento que a prefeitura de Paris geralmente organiza no Arco do Triunfo. Este ano terá jogos de luzes e uma parada no dia primeiro com a rua totalmente fechada para pedestres. Cuidado somente com a frequentação, aglomerado de gente é sempre complicado por causa de roubos e pessoas que bebem em excesso. Sendo assim, se organize e faça a melhor opção para poder aproveitar o máximo desta noite e, claro, voltar com uma experiência maravilhosa que é sempre nosso objetivo quando viajamos. Além disso Paris é linda de qualquer jeito e existem inúmeras opções para todos se divertirem. É só entrar no clima francês do réveillon de la “Saint- Sylvestre”.

Arco do Triunfo. 30 Jours à Paris
Arco do Triunfo (fonte www.rtl.fr)

No meu primeiro Réveillon em Paris, em 2013, meu marido e eu optamos por um restaurante bem especial e fizemos uma reserva no “Les Ombres”. Nossa experiência foi maravilhosa e por isso estou dividindo aqui com vocês. O salão do restaurante fica, simplesmente, em frente à Torre Eiffel e é todo em vidro, com uma vista deslumbrante! Durante o jantar a Torre Eiffel estava do nosso lado e admiramos sua linda iluminação a noite toda, foi inesquecível e super romântico! O menu foi delicioso, o serviço excelente e a frequentação muito boa. Além disso, o restaurante contratou um grupo de músicos latinos que deu todo um ambiente para a ocasião. O único problema que tivemos na noite foi com o táxi que esperamos por muito tempo. Acredito que este problema exista em qualquer cidade, por isso seja paciente!

Restaurante Les Ombres + 30 Jours à Paris
Restaurante Les Ombres (fotos: Dani Maia)

Para quem gosta de mais animação existe a opção dos cabarets típicos parisienses, como o Moulin Rouge e Lido, porém o meu preferido é o “Paradis Latin”. O show é maravilhoso e geralmente o menu para o réveillon é de alta qualidade, além do lindo ambiente.

Cabaret Paradis Latin + 30 Jours à Paris
Cabaret Paradis Latin (fotos www.paradislatin.com)

Passar o réveillon num restaurante é sempre muito bom, e aqui em Paris a lista pode ser bem extensa! Dependendo do ambiente e da gastronomia o segredo é optar para o melhor que vai encaixar no seu espírito. Aqui vão umas sugestões da minha toplist:

O Café de L’Homme foi recentemente reinaugurado e está com uma decoração lindíssima e moderna, além de ter um terraço de tirar o fôlego, com a vista mais linda de Paris, e a gastronomia é bem contemporânea.

Café de l'Homme + 30 Jours à Paris
Café de l’Homme (fotos www.gabialves.com)

O restaurante peruano Manko é um dos mais concorridos atualmente aqui em Paris – também foi inaugurado há pouco tempo e com certeza eles farão uma super festa de Réveillon.

Restaurante Manko Paris + 30 Jours à Paris
Restaurante Manko (fonte: www.manko-paris.com)

Outro bem do agito é o Yeeels que sempre tem DJ. O Réveillon será também em ritmo de muita festa!

Restaurante Yeeels + 30 Jours à Paris
Restaurante Yeeels (fonte: www.yeeels.com)

Um ambiente que gosto muito é do Monsieur Bleu, que fica super bem localizado e dependendo da mesa pode ter vista para a Torre Eiffel. A gastronomia é deliciosa e o ambiente agradabilíssimo.

Restaurante Monsieur Bleu + 30 Jours à Paris
Restaurante Monsieur Bleu (fotos: www.monsieurbleu.com)

O japonês Miss Ko é um dos meus preferidos no quesito decoração e drinques, com certeza uma excelente opção e bem pertinho dos Champs Elysées.

Restaurante Miss Ko. 30 Jours à Paris
Restaurante Miss Ko (foto: Dani Maia)
Restaurante Miss Ko + 30 Jours à Paris
Restaurante Miss Ko (foto: Dani Maia)

O Kong também é bem animado e super moderno. Fica na Pont Neuf e tem uma linda vista.

Restaurante Kong. 30 Jours à Paris
Restaurante Kong

Para quem gosta de frutos do mar a dica é o Divelec, bem tradicional e foi reinaugurado há pouquíssimo tempo. Tive a oportunidade de experimentar um menu de almoço onde tudo estava impecável. Imagina na noite do Réveillon! O ambiente é mais calmo.

Restaurante Divellec . 30 Jours à Paris
Restaurante Divellec (fonte: www.divellec-paris.fr)

Para quem procura algo mais especial existem os cruzeiros pelo Sena. A empresa que mais gosto é a do Yachts de Paris que para a noite de Réveillon vai oferecer dois iates diferentes: um dançante, o Paquebot, e outro mais romântico, o Don Juan II, os dois com menu gastronômico e ambiente de extremo requinte.

Yatchs de Paris. Passeio pelo Sena. 30 Jours à Paris
Passeio pelo Sena (fonte: yatchsdeparis.com)

Os hotéis como Ritz, Georges V, Plaza Athénée, entre outros, também oferecem jantares requintadíssimos e de alta gastronomia para essa ocasião.

Algumas igrejas oferecem concertos na noite do Réveillon e pode ser um programa bem diferente para quem aprecia música clássica. A igreja da Sainte-Chapelle e a igreja de Saint Germain-des-Près contam com essa programação e com certeza pode ser uma experiência fantástica!

Concertos musicais em igrejas. 30 Jours à Paris
Concertos musicais (fontes: Le Monde e Parisinfo.com)

Com todas essas opções é só escolher a mais adequada para seu perfil e fazer a reserva o quanto antes para garantir uma noite de Réveillon bem especial na Cidade Luz. Paris é sempre um encanto não importa a época do ano!

Feliz 2017!

Daniele Maia


Daniele Maia Hilbert é fundadora da DMHLuxury, consultoria especializada em marketing de luxo, e parceira do 30 Jours à Paris. Dani é carioca, mora em Paris há alguns anos e contribui com dicas e informações super valiosas, com o olhar criterioso de um verdadeiro local e a vibração de um “eterno turista” descobrindo as maravilhas da Cidade Luz!

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Daniele Maia Hilbert
Daniele Maia Hilbert

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Como tudo começou

4 de novembro de 2016 — by Carol Pio Pedro0

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Mês passado compartilhei um pouco da minha história e de como surgiu o 30 Jours à Paris no blog Do Brasil Para VocêApesar de escrever bastante sobre minhas experiências e interações com Paris, foi a primeira vez que escrevi sobre a Carol… as dúvidas, inseguranças e incertezas que tive (e tenho) ao longo do caminho. Um exercício nada fácil para quem se condicionou a varrer essas “fraquezas” para debaixo do tapete no campo profissional, mas é justamente o fato de aprender a lidar melhor com elas que tem me libertado e me feito andar pra frente.


Viagens, no geral, têm o poder de nos educar, inspirar, mostrar que existem várias formas de se levar a vida e que as possibilidades são muito maiores do que enxergamos quando estamos no modo automático e programado da rotina.

No início de 2015 saí da empresa onde atuei por 5 anos e meio na área de marketing. Estava esgotada, sem certezas para onde ir ou o que fazer. Foi aí que meu marido me sugeriu viajar “pra qualquer lugar, Carol! Se quiser meditar no Nepal, vai. Se quiser conhecer a China, vai. O que você quiser fazer eu apoio. Mas pensa bem… vai fazer alguma coisa nova, diferente. Vai se divertir”.

Imagino que essa atitude possa parecer estranha para muitos casais, mas não pra nós dois. Os grandes momentos das nossas vidas sempre estiveram atrelados às viagens que fizemos – sozinhos ou não. Um salto importante na carreira dele, o pedido de casamento, as mudanças de percurso que decidimos juntos, a compra do apê, e por aí vai. Viajar é um intensivão de felicidade e aprendizado pra gente e, ainda que não estejamos juntos pra compartilhar todos os momentos daquela experiência, saber que o outro está feliz é motivo mais do que suficiente pra apoiar uma decisão como essa.

Alguns lugares me passaram pela cabeça, mas logo de início me veio Paris, cidade que já conhecia e gostava. Estudei a vida toda num colégio francês aqui em São Paulo, mas após 15 anos de formada, já não conseguia mais me comunicar no idioma. A oportunidade parecia perfeita: estudar algo novo, mergulhar em uma cultura que fez parte da minha formação e conhecer, de verdade, a cidade que me deu tanta alegria na primeira vez que a visitei (foi ali que o Danilo me pediu em casamento)!

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Sim! (maio 2011)

Para planejar a viagem contei com a ajuda de uma amiga de escola que morou muitos anos em Paris. Coincidência ou não, o studio que havia gostado para alugar ficava a poucas ruas de onde ela morava. Ela também me indicou uma escola de idiomas que seus conhecidos haviam frequentado e gostado bastante. Com ela aprendi tudo o que precisava para conseguir me virar sozinha nos primeiros dias: rotas de casa pro colégio, características do bairro, sua localização e comércio, o transporte público e aluguel de bicicletas, plano de celular pré-pago e dicas de alguns lugares fora do roteiro turístico.

À medida que recebia essas informações me sentia mais conectada com o lugar. O planejamento me trouxe conhecimento e segurança, dois pontos que considero extremamente importantes pra realização de uma boa viagem, principalmente se você viaja desacompanhada.

Cheguei em Paris numa manhã de primavera gelada, no fim de março de 2015. Era sábado e isso me dava tempo para botar em prática tudo o que havia planejado: “conhecer o terreno”, abastecer a casa, comprar simcard de celular e passes de metrô, ou seja, me situar.

Foram muitas surpresas boas naquele primeiro dia: um funcionário do prédio que me ajudou com questões práticas do studio, o metrô que estava liberado – gratuito – para incentivar a população a não usar seus carros por conta do alto índice de poluição, o esforço e simpatia do dono da boulangerie para entender meu francês macarrônico, a sensação de segurança ao passar por ruas desertas numa região não turística e a emoção de chegar na Notre-Dame (ponto que tomei como referência para me nortear) e encontrá-la praticamente vazia (até então eu não tinha me dado conta de que estávamos na baixa temporada)! Tudo isso me trouxe ainda mais certezas de que dias incríveis estavam por vir.

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A ideia de ter uma rotina de 4 horas de estudo por dia me animava. Era o único compromisso que teria comigo mesma e estava disposta a correr atrás do prejuízo para conseguir me comunicar e me inserir na cultura local.
A dificuldade inicial de acompanhar a turma já era esperada, mas eu tinha ao meu favor algo muito raro hoje em dia: tempo. Os colegas de classe ajudavam muito, mas não tinham as tardes disponíveis. Todos eles – chineses, venezuelanos, russos, espanhóis, americanos – estavam ali por razões claras: aprimorar o idioma por conta do trabalho ou dos estudos. Só eu dispunha de tempo livre e precisava praticar o máximo possível do que aprendia com quem quer que fosse.

Foi assim que dediquei todas as minhas tardes a visitar inúmeros lugares e a praticar francês – e quanto a esse aspecto preciso dizer que só encontrei gente simpática no meu caminho! À medida que ganhava confiança na língua e na própria cidade ia me aventurando mais. Com o passar dos dias fui me adaptando à vida cotidiana deles e percebendo o quanto Paris é maravilhosa em grandes aspectos e pequenos detalhes.

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Rotina é rotina em qualquer metrópole: a correria matinal para o trabalho/ escola, a impaciência e pressa no metrô, o encontro com os amigos pro happy hour ao final de um dia cheio… Tudo parecido com nossa realidade em São Paulo, com a grande diferença de que lá a cidade contribui pro bem-estar do cidadão: o planejamento urbano, o deslocamento por meio de transporte público de ampla cobertura, os diversos espaços de lazer a céu aberto, a segurança, o respeito pelo próximo. Tudo isso reflete diretamente no comportamento de cada um e, consequentemente, na vida em sociedade. Enquanto os parisienses ocupam as ruas e interagem muito mais com os espaços públicos, nós nos excluímos cada vez mais de tudo e todos em lugares fechados, que pouco dialogam com a cidade.

Como se tudo isso não bastasse, entra o lado mágico da coisa: uma atmosfera diferente que só quem conhece, sabe! À cada esquina, algo incrível pra ver. As opções culturais e de lazer pipocam em todos os cantos e agradam a todos os gostos, dos mais tradicionais aos moderninhos. A leitura que se tem de Paris é equivocada: a de um lugar que só sabe ser romântico, clássico e austero. Mas existe um lado dinâmico, jovem e divertido que muitos desconhecem e vale a pena descobrir. Tem pra todos os gostos!

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A verdade é que eu me apaixonei por Paris… perdidamente! E me acostumei com todos esses luxos que o dinheiro não compra.

Durante os trinta e poucos dias que passei por lá, reuni uma grande quantidade de fotos e uma imensa lista (lista mesmo) de lugares que visitei – parques, jardins, vistas, museus, cafés, pontes, praças, ruas, lojas, escadarias, bares e restaurantes – desde endereços autênticos e frequentados por locais aos mais turísticos. Comecei, então, a compartilhá-los no Instagram que criei dedicado à essa viagem, o 30 Jours à Paris (@30joursaparis), que significa “30 dias em Paris”.

A viagem acabou, eu voltei para São Paulo, mas continuei me dedicando ao perfil na rede social. De repente, uma divulgação inesperada de um perfil dedicado a livros (@minha_estante_) fez com que chovessem novos seguidores e, então, eu me dei conta de que poderia pensar em um projeto bacana que me desse prazer e orgulho e que me mantivesse próxima à Paris.

Passei a estudar a cidade e a acompanhar as notícias e novidades diariamente. Antes de postar qualquer foto, pesquisava sobre o lugar para escrever um post que relatasse um pouco de história e também minhas percepções. A vontade de escrever era tanta que já não cabia mais no Instagram e foi aí que decidi começar o blog, em setembro de 2015. Depois veio a demanda de roteiros personalizados, os contatos e parcerias que começaram a surgir com empresas e agências parisienses e, desde então, volto à Paris a cada 6 meses.

O que começou como um hobby despretensioso tem me aberto um novo mundo e muitas possibilidades. Meu marido e eu temos planos para o futuro que envolvem uma temporada fora, mas isso precisa ser planejado com calma. Não sei ao certo onde tudo isso vai dar, mas pela primeira vez em muito tempo estou curtindo o caminho… e mais feliz do que nunca com o parceiro que essa vida me deu.

Carol

Onde ir

5 lugares para admirar o Outono parisiense

1 de novembro de 2016 — by Carol Pio Pedro1

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Os dias frios e dourados característicos do outono iluminam Paris. A paleta de cores própria da estação, folhas em tons de vermelho, laranja, amarelo e marrom, transformam completamente a paisagem, deixando a cidade ainda mais bonita.

Geralmente procuro apresentar por aqui lugares menos conhecidos do público visitante, mas os parques, vistas e margens do Sena ficam maravilhosos nessa época do ano e, para fotografar o outono parisiense, vale muito revisitar o roteiro básico. Selecionei algumas fotos que fiz de pessoas desconhecidas que me inspiraram pelo cenário. Se você também gosta de fotografar ou está procurando, simplesmente, um lugar fantástico para morrer de amores, confira:

1) Champ de Mars

Parque público localizado no 7ème que se estende da Torre Eiffel até a École Militaire. A área mais próxima à Torre é sempre cheia e movimentada, mas basta se afastar da atração principal e percorrer os corredores com grandes árvores para encontrar refúgios como esse e ainda apreciar uma bela vista para a Dama de Ferro. Metrô: École Militaire (linha 8)

Champ de Mars - Outono parisiense
Champ de Mars.
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Champ de Mars.

2) Parc de Bercy

Falei sobre me ater ao roteiro básico, mas não consegui! :) Para ver o post sobre esse parque lindo no 12ème clique aqui.

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Parc de Bercy.
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Parc de Bercy

3) Quai de Bourbon: 

Localizado no extremo oeste da Île Saint Louis, ele acompanha o Sena na altura da Rue des Deux-Ponts até o fim da Rua Jean du Bellay. Desça pelo acesso próximo à Pont Marie e confira o visual. Um passeio pelas margens do Sena é sempre uma excelente pedida! Metrô: Pont Marie (linha 7)

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Quai de Bourbon.
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Quai de Bourbon

4) Jardim de Luxemburgo:

Parada obrigatória! O maior parque público da cidade, com 224mil m² de área verde, está localizado no 6ème e conta com inúmeros elementos decorativos, lagos, equipamentos de lazer infantil, restaurante, quadras esportivas e uma infinidade de canteiros de flores, como esse da foto. Aqui é o canteiro central, logo depois do lago onde brincam as crianças com os barquinhos de madeira. Trem: RER B (estação Luxembourg).

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Jardim de Luxemburgo
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Jardim de Luxemburgo.

5) Pont Saint-Louis

Ponte de pedestres que liga a Île Saint Louis à Île de la Cité. As vistas que ela proporciona são incríveis para o Hotêl de Ville, Catedral de Notre-Dame e Square Jean XXIII (jardins da Notre-Dame) e também para as peniches atracadas no Quai de la Tournelle. Metrô Cité (linha 4).

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Pont Saint-Louis.

Para apreciar essa paisagem programe sua viagem para setembro, outubro e bem início de novembro. Geralmente, as temperaturas são mais amenas e a temporada cultura está a mil! Sem dúvida, minha época favorita na cidade!!!

Bisous,

Carol